Cristina, filha mais nova do Dr. Moura e, portanto, irmã de Ana e de Sofia, é uma menina loira, de sete anos, que devido à sua tenra idade, ainda não questiona a vida, revelando, com a música que tocava ao piano ("Nocturno 20" de Chopin), um mundo maravilhoso de harmonia.
A sua música tem, para o narrador, o dom da revelação, considerando esta uma uma aparição maravilhosa.
No entanto, Cristina vem a falecer tragicamente ao regressar de Redondo. Mas a sua imagem, a sua música e o silêncio da sua morte representará para sempre uma amargura presente na memória de Alberto, e possibilitá-lo-á a exaltação integral da condição humana. ("Ter a evidência ácida do milagre do que sou, de como infinitamente é necessário que eu esteja vivo, e ver depois, em fulgor, que tenho de morrer").
Cristina, dotada de grande pureza, representa algo que transcende a feição humana, parecendo não pertencer ao mundo terreno.
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