escutando, por assim dizer, o silêncio.
Ou no lago cair um fiozinho de água.
O lago é o tanque daquela idade
em que não tinha o coração
magoado. (Porque o amor, perdoa dizê-lo,
dói tanto! Todo o amor. Até o nosso,
tão feito de privação.) Estou onde
sempre estive: à beira de ser água.
Envelhecendo no rumor da bica
por onde corre apenas o silêncio.
Para terminar o 1º período deste ano letivo, foi-me pedido que comentasse um poema apresentado, previamente, por um colega. O poema que escolhi comentar foi À beira de água, de Eugénio de Andrade.
Na minha opinião, apesar de simples, este poema dispõe de uma mensagem fortíssima pois, para além de tratar o tão célebre tema de grande parte da poesia portuguesa, e até mesmo mundial, o amor, transmite também diversas outras mensagens, como o envelhecimento, que poucos poetas retratam nas suas obras.
Assim, considero este poema bastante belo pois retrata de uma forma única muitas das emoções que acompanham toda a sociedade.
Sem comentários:
Enviar um comentário